17 de fevereiro de 2013

Clássico no Engenhão com gol de canela e show da torcida do Mengão

 Clássico no Engenhão com gol de canela e show da torcida do Mengão


Flamengo entrou em campo homenageando os 60 anos do Zico


O mais querido ganhou do Foguinho por 1x0, com gol do Chicharito Hernane Brocador, só pra variar.

Em um bom jogo, que começou com um ritmo alucinante, o clássico carioca terminou com um placar magro e enganador. O Botafogo apenas pressionou e buscou o empate mesmo no primeiro tempo, quando Seedorf estava empolgado e buscando jogo. Márcio Azevedo, inclusive, deu uma de fominha e comprovando sua pouca inteligência, desperdiçou a melhor chance de empate do Foguinho.


Na segunda etapa o meia holandês cansou e só o Flamengo jogou, desperdiçando várias oportunidades de gols.


O meia-atacante Carlos Eduardo estreou, mas timidamente. Está visivelmente fora de forma, não deu pra ver muita coisa, além de que cumpriu bem a parte tática. No segundo tempo saiu para a entrada do menino Rodolfo, que fez mais uma bela partida. Salvo pelo gol partido, após um belo passe de letra do Rafinha. Rodolfo mereceu um tapa na orelha, fez o mais dificil, driblou o Jeferson e isolou a bola depois...


O menino Rafinha além de mostrar sua velocidade habitual, provou que também tem inteligência em vários lances. Como nos passes para o Rodolfo e para o Ibson, que desperdiçaram.

O nosso querido e odiado MimimIbson jogou bem até perder o gol, quando - morto - foi substituido pelo Cleber Santana. 


Tudo bem que é estadual, mas 8 gols em 7 jogos é uma marca bem bacana para o Hernane, que não tem lá muita técnica. A sorte está abraçada nele e espero que o Brocador não a solte. Do jeito que tá, ele faz de gol de barriga, orelha, canela (como hoje) e até de sobrancelha.


A vitória podia ter sido mais larga, mas ganhar do Botafogo tem um gostinho especial. Estamos tranquilos na Taça Guanabara e com vantagem do empate da semi-final e na final.

Quem diria que o Flamengo ia passar fácil pela Taça Guanabara assim? Quem viu o DESASTRE que foi 2012 em TODOS os campeonatos, jogos e tudo mais, não imaginaria uma evolução rápida assim e sem " grandes nomes". Espero que o time continue evoluindo, testando novas formações, encontrando o melhor lugar para o Carlos Eduardo e para a promessa do Bahia, Gabriel no esquema, quando ele estiver pronto fisicamente.




A torcida do Mais Querido também deu show cantando a nova música, paródia de Viva la Vida, do Coldplay



A letra: 
Flamengo aqui estou

Te sigo por onde for

Eu sempre vou te apoiar
Se você perder, se você ganhar.

És time de tradição, raça, amor e paixão.

Tenho orgulho de ti, Mengão,

Sei que seremos o campeão.
Domingo, o Maraca estará lotado

E o gramado iluminado

E eu vou cantar ao mundo inteiro,
Que alegria de ser rubro-negro.

Quando o Flamengo no gramado entrar,

Com toda raça eu vou cantar…

Mengo, oooooo,

Mengo, oooooo.

E um recadinho para o meio querido Seedorf: você ia cair muito bem no meio campo do Fla, hein! Comandando a molecada! Vem, cara!

7 de fevereiro de 2013

"Raça, amor e paixão": welcome back


"Raça, amor e paixão": welcome back




 Que saudade que eu estava de ver o Flamengo jogar de verdade. De ter orgulho mesmo de ser rubro-negra. 
Nunca deixarei de ser, nunca deixei de ser, ameacei desligar a TV em 99% dos jogos de 2012, xinguei todas as gerações do Ramon, do MimimIbson e do Renato Canelada, ameacei abandonar o Flamengo, mas não o fiz, porque torcedor é assim, é paixão.

Mais que saudade enorme que eu tava de desligar a TV com um sorrisão no rosto, de ganhar do Vasquinho vendo o Dedé, um grande zagueiro, tomar perdido de uma molequinho que se alguém soprar, voa. Que sensação gostosa.

- Mas é estadual, estadual é enganador. Estadual não é parâmetro.
Lógico que ganhar do Friburguense de 4x0 não quer dizer que o Flamengo vá ganhar de 4x0 do Corinthians no Brasileirão e será campeão invicto.
Lógico que é início de temporada, os times ainda não engrenaram, os adversários são fracos e muitos goleadores de estaduais passam o Brasileirão inteiro sofrendo pra marcar um gol a cada 12 partidas.
Sei muito bem disso. Como também sei que colocar expectativas demais no Rafinha, um Lek lelek,  que realmente está voaaaaaando - Dedé que o diga - é criar uma ilusão, para o torcedor, para o próprio time e depositar um peso muito grande num lek lelek (dá bom, parei) que não deve pesar nem 10kg, aliás. Ele é novo, tá voando, mas vai oscilar, e isso é NORMAL. O peso de uma vitória não pode estar nas costas dele.


Chicharito Hernane Brocador faz a bola entrar na rede só olhando pra ela ultimamente. Isso pode (e deve) ser uma fase, a fase do "centroavante sem muita técnica, mas que está iluminado". Essa fase pode passar ou não. Mas mesmo que ela não passe, contar só com esse tipo de jogador não faz time nenhum ser campeão.


Mas então não temos motivos pra nos alegrar?
 Pra encher de esperança nossos corações tão destroçados pelo Joel Santana, pelo Ronaldinho-Mercenário-Gaúcho-Dentuço-Perdedor-de-Penalti, pelo Negueba corre, corre e nada, por Wellintons, Bottinelis, Gestão Amadorim, penhoras, falta de dinheiro e tudo mais?

Nem 8, nem 80. Vamos com calma, muita calma. Take it easy, my brother.

Temos sim motivos pra ficarmos felizes e com esperança, mas com pé no chão.
Afinal, há quanto tempo a gente não ficava feliz mesmo depois de um jogo? Nem contra time grande, nem contra time pequeno. O Flamengo foi um SOFRIMENTO em 2012, ganhando ou perdendo, era triste, dava úlcera, dor no coração, vontade de chorar, de entrar na TV e distribuir tapas na cara e gritar: "honra essa camisa, desgraçado".
Brincadeiras com o garoto Rafinha e o Hernane Brocador à parte, dá gosto mesmo de ver o Flamengo de 2013 A FIM DE JOGO, correndo, lutando, do inicio ao fim, nos 90 minutos de jogo.

Isso sim dá esperança de dias melhores. A postura do time está bacana, até o Ibson resolveu acordar do encantamento da Bela Adormecida que ele viveu em 2012 e voltou a jogar o futebol que o fez ser querido pela torcida. 
Essa postura, de RAÇA, AMOR E PAIXÃO é uma das coisas que estava faltando, que faz com que a torcida se anime e acredite em dias melhores. Não são todos os gols e as vitórias contra times pequenos nos estaduais, mas a maneira como elas foram conquistadas. A postura, a atitude dentro de campo. Derrotas virão, mas se a atitude for essa, ninguém vai tampar pedra. Ninguém gosta de perder, mas todo mundo sabe valorizar quem perde lutando, quem não se entra. E são esses times, que mesmo tendo limitações e conhecimento sobre elas, conseguem ir além do que é previsto, imaginado. A vontade, a união e a garra ajudam a diminuir esses obstáculos.

Mas não foi só dentro de campo que a atitude mudou. GRAÇAS A DEUS, fora dele também. Nunca havia acompanhado tão de perto uma eleição no Flamengo, acho que muito flamenguista também não. Li as propostas, entrevistas, vi vídeos, abracei a idéia da Chapa Azul, acompanhei em tempo real pela internet a votação e pela primeira vez me arrependi de não poder contribuir. O Flamengo precisava muito de uma mudança. Se todas as idéias vão sair do papel eu não sei, se no fim vai ficar tudo lindo eu não sei. Mas caminha, passo a passo, degrau por degrau, para um futuro bom. Estou gostando do trabalho até aqui, com um mês já fizeram mais coisa que a Gestão Amadorim fez em três anos. 

Torço muito por um Flamengo que dê gosto de ver, de torcer, de apoiar. É bom ver gente dentro do campo e atrás da mesa do escritório que honre o manto sagrado e saiba o tamanho que o Flamengo tem e o potencial que o clube possui pra evoluir mais.



Esse foi um post de coração, de desabafo, de flamenguista. Quando a Taça Guanabara acabar, prometo um post mais jornalístico e analítico desse início de temporada.
Fotos são dos facebooks do Flamengo e da BrahmaFla.

19 de julho de 2012

Uma breve história de como o futebol sempre fez parte da minha vida

Todo mundo sempre me pergunta sobre a minha relação com o futebol. Como o futebol entrou na minha vida e por que eu gosto tanto. 
Tem muito tempo que eu penso em escrever esse post, mas sei lá, sempre ficava meio com vergonha, parece uma coisa meio boba, meio idiota. Mas ontem, eu fiquei profundamente furiosa com o Flamengo, indignada. Eu queria desligar a TV e ir dormir. Mas eu não conseguia. Aí eu fiquei com raiva de mim por não conseguir e fiquei pensando nessa relação Rachel + futebol e saudade que eu estava de escrever.


Outro dia, numa roda de conversa com meu pai e os amigos dele, eles estavam lembrando de um torneio da cidade disputaram pelo clube que frequento desde pequena. O time tinha ido pra final, eu não tinha nem um ano de vida, mas eu fui junto, no colo do meu pai, assistir ao jogo. Esse é só um exemplo de como separar Rachel do futebol é meio difícil. Ele sempre esteve presente.
A primeira lembrança que eu tenho de assistir um jogo de futebol na TV foi na Copa do Mundo de 1994. Lembro que eu tinha uma camisa de manga comprida branca, escrita Brasil e com umas bolas brilhantes. Eu tinha 5 anos. Me recordo de sentar com meu pai na sala pra assistir aos jogos  e de perguntar à ele tudo que eu não sabia ou não entendia. Eu sempre fui curiosa, seria a veia jornalística? 
No dia da final, eu lembro de achar muito curioso a felicidade das pessoas, do meu pai e outros que assistiram ao jogo junto com a gente. Lembro que tinha gente chorando. E lembro de achar tudo aquilo muito legal. Acho que foi nesse momento que eu me apaixonei mesmo pelo futebol. 

Mas antes disso, o futebol já era parte da minha vida. Meu pai é professor de Educação física e professor de futsal. Dos meus 3 aos 7 anos, eu estudei no colégio em que ele dava aula de futsal. Meu pai dava aula as segundas e quartas, e eu fazia balé também nesses dias e depois ia embora com ele. Mas o balé acabava antes do futsal. Então, eu saia da aula de balé e sentava no banquinho da quadra pra esperar meu pai.  Eu ficava lá, olhando ele e seu ajudante darem aulas de fundamento e comandarem "jogos" entre um monte de criancinhas, entre eles vários coleguinhas meus de sala.
Assim meio sem querer, observando e convivendo com aquilo tudo, eu fui aprendendo sobre esse esporte que mexe tanto com os brasileiros e com o resto do mundo. E eu sempre fazia perguntas, pra entender o que não me ficava claro assistindo. E eu ia nos jogos que o colégio disputava com outros colégios. E meu pai me explicava as regras e as coisas. 

Eu era a filha do Guilherme, professor de futebol. 
Meu pai era Flamengo. Meu avô materno, meu padrinho e o meu tio, que eram os meus ídolos, ao lado do meu pai, eram Fluminense. Eu vivia uma dúvida interna. Eu queria torcer para o Flamengo, eu não sabia por que, mas meu time era o Flamengo. Mas eu não queria decepcionar o meu avô e os meus tios.  Aí, para meu avô e os meus tios eu falava que era OS DOIS, mesmo sabendo que ninguém ia acreditar nisso, coisas de criança. Quando eu tinha 7 anos meu avô faleceu, aí eu assumi minha torcida pelo rubro negro. 
Time é uma coisa engraçada. Familia, principalmente pai e avô tem forte participação na escolha da criança. Mas tem uma outra coisa inexplicável, que parece que o time escolhe você e não você escolhe o time. 
Lembro de ouvir mil vezes e com a mesma atenção (e isso continua até hoje), as histórias de quando meu pai aproveitou uma greve na Universidade de Viçosa e foi fazer estágio no Flamengo. Lembro dele contando das histórias do Zico. 
Depois eu mudei de colégio, e eu lembro de me meter nas rodas de conversas dos meninos sobre futebol. E na dos adultos. 
E eu lembro de ajudar eles a organizar o time na Interclasse. E eu lembro de como eu ficava triste de não conseguir fazer na prática tudo que eu sabia como era na teoria. HAHAHA Acho que uma das minhas maiores decepções foi nunca achar um esporte em que eu era realmente boa. Acho que ele ainda não foi inventado.
E assim foi. Eu assistia peladas de domingo do meu pai e depois, jogos do meu irmão. Eu assistia treinos de colégio, eu assistia competições da cidade, eu assistia jogos na TV. Aí eu assistia na TV outros jogos que não eram do meu time e nem do Brasil. Aí eu me apaixonei pelo futebol do Zidane. Aí eu decidi que eu tinha que ver ele jogar mais vezes e não esperar outra Copa. Assim eu comecei a gostar de futebol europeu. Acabei sem saber muito bem por que, me afeiçoando ao Real Madrid. (VIU, NÃO TEM NADA A VER COM O CRISTIANO RONALDO!) 
 Eu sempre gostei de aprender, de ler, de ouvir, de observar e como consequência, de dar opinião. Acho que isso tudo me influenciou muito a fazer Jornalismo.
Não consigo passar uma rodinha de pessoas que eu as vezes nem conheço direito falando de futebol e ficar calada. Tenho vontade de participar até de conversas entre desconhecidos. 


As pessoas sempre acharam isso diferente e váááárias ficavam e ainda ficam surpresas. Não sei se é porque eu sou menina. Se é porque eu sempre fui pequeninha, delicada, mulherzinha mesmo, vaidosa, apaixonada por roupas, sapatos, bolsas, maquiagem e afins,  que andava toda emperequetada. Eu fazia balé e gostava de assistir futebol. E nunca achei isso esquisito. Minha mãe só se incomoda quando eu me recuso a ir ao shopping porque tem jogo na televisão ou quando vê que eu gastei 150 reais comprando uma camisa do Real Madrid. Ou quando viu caírem lágrimas dos meus olhos quando eu abri um presente de formatura que era uma camisa do Flamengo. E eu tinha ganhado brincos de cristal, muitas flores e outra coisas, mas nada me comoveu tanto e tão rápido quanto aquela camisa. Minhas amigas me zoam demais, mas a grande maioria, mesmo não entendendo, respeitam porque eu não posso ir ao shopping as 16h no domingo.


 Sempre assisti outros esportes, gostava, comentava. Mas nenhum outro me fascinou tanto quanto o futebol. 
A magia, a emoção, a paixão que o envolvem são subjetivas e inexplicáveis, meio misteriosas. E só quem gosta de assistir 22 homens e uma bola se movimentando em um gramado, de torcer por um time, de sentir raiva, ódio, alegria, tensão, alívio, de chorar e de sorrir por causa disso, sabe como é e entende. Ou melhor, não entende, mas compreende, porque é tão envolvente, porque ajuda a explicar muita coisa no nosso país e no mundo, e por que move tanta gente e tanto dinheiro.
Respeito quem não aprecia o esporte, mas não respeito quem critica ou o culpa pelos problemas do Brasil e do mundo. 

Pra vocês que não gostam, vocês não tem noção do que estão perdendo. 

11 de janeiro de 2012

"Balotelli facts" da vida real

Se no Brasil temos o Adriano que não deixa de aprontar das suas, no Europa, o atacante italiano Mário Balotelli cisma em não sair dos tablóides. Não só pelos gols que faz, mas por declarações polêmicas e atitudes estranhas. Um perfeito idiota, num mal sentido, como diria meu amigo Bruno Ribeiro.
Um blog (em espanhol) resolveu reunir várias, digamos, curiosidades, do jogador do Manchester City.  


Vamos a elas (perdoem-me se eu traduzi alguma coisa errada). 



Mario atirou dardos em jogadores da base do Manchester City e foi multado em 113 mil euros. Ele não devia ter nada melhor pra fazer na hora né gente? Tadinhas das crianças.


- Já jogou tomates em um treinador da Serie A (Campeonato Italiano). Não fala quem foi o coitado. 


- Jogou balões de água em uma reunião do Campeonato Italiano. Quantos anos ele tem? 8?


- Brigou com quatro seguranças depois de infringir a regra de que não é permitido tocar no clube de striptease. É muito imbecil.



Brigando com o Boateng


- Nos treinos no manchester City, já brigou com Kompany, Tevez, Boateng e Richards. Esse sim sabe fazer amigos...


- Era assíduo nas arquibancadas do Milan quando jogava na Inter. E vocês aí reclamando da lealdade de alguns jogadores... hahahaha


- Foi a um programa de televisão com a camisa do Milan, com seu nome, quando jogava na Inter. Sérios problemas na mente ne?


- Uma vez ganhou 25 mil libras em um casino, e ao sair, deu 1.000 para um vagabundo que estava na rua. Por que eu não tava lá neste momento?



- Os pais de Balotelli tiveram que dar ele para adoção, pois quando pequeno ele sofria de uma doença intestinal e seus pais, metalúrgicos, não tinham condição de bancar o tratamento. Tadinho gente!


- Balotelli tem multas de trânsito na Grã Bretanha que somadas dão mais de 11 mil euros. Cool.


- O carro do atacante já foi levado pelo guincho de Manchester 27 vezes. E contando.


- Duas semanas depois de chegar a Manchester, destruiu um Audi R8 em um acidente. Que beleza...


- Seus amigos vão até mulheres em boates e dizem: "Balotelli te verá agora". Puta que pariu.


- Balotelli foi parado pelo polícia conduzindo seu Maserati com 25 mil euros no banco do carona. Quando o policial perguntou por que carregava aquilo tudo de dinheiro, ele disse: "porque sou rico". E vocês aí reclamando no tamanho dos brincos de diamantes dos jogadores brasileiros...


- Balotelli teve que ser segurado por Zanetti, pois se recusava a deixar Eto'o bater penalti que ele havia sofrido. Quando Eto'o converteu, não comemorou. (Não comemorar não é novidade, ele já disse que só comemora gol em final de Champions ou de Copa do Mundo)


- Balotelli terminou com a namorada por SMS enquanto estava em um programa de TV ao vivo. Não me diz que essa é a MESMA de hoje em dia?


- Dormiu com uma modelo com sua namorada no andar debaixo. Se for a mesma namorada, ela é mais ridícula que ele.


- Tentou invadir uma prisão feminina. Foi preso. É muito idiota.


- Levou o IPAD para o banco num amistoso da Itália. Lógico, ele tinha mais coisa pra fazer do que assistir seus companheiros de seleção.


- Essa é recente: incendiou sua casa com fogos de artíficio. Foi expulso do condomínio.


- Disse que apenas Messi era um pouco melhor do que ele. Capaz.


-Essa também é recente: exibiu uma camisa escrito "Por que sempre eu?" na vitória do City sobre o United por 6x1.


- Depois desse mesmo jogo, saiu passeando de carro por Manchester para cumprimentar ("toca aqui") torcedores do City que estavam nas ruas.


- Depois do episódio com sua casa, virou garoto propaganda de uma campanha contra os fogos de artifício. HAHAHAHA


- Balotelli reconheceu num restaurante a prostituta que quase acabou com o casamento de Rooney e começou a gritar "Rooney, Rooney" e quase apanhou do acompanhante da moça, garçons tiveram que separar. Precisa comentar?


- Começou a jogar um amistoso com a Itália com uma camisa antiga. Aí teve que ir as laterais do campo para trocar. Da onde ele tirou essa camisa antiga no vestiário?


- Teve um boato na época do Natal de que Balotelli estava vestido de Papai Noel distribuindo dinheiro pelas ruas de Manchester. O técnico do City não negou... Mais uma, por que eu não estava lá?









10 de janeiro de 2012

Quem é Rei nunca perde a majestade.


Pelo menos não no Emirates. Pelo menos com Henry, não.


Henry entrou, chutou e marcou. Simple like that. E assim o Arsenal ganhou de 1x0 do Leeds United e se classificou para a quarta fase da Copa da Inglaterra (a mais antiga e charmosa competição de clubes do mundo).






Henry com legendária camisa 14 e
Arsene Wenger em sua apresentação, em 1999.
Henry, 34 anos, um dos maiores ídolos da história do Arsenal e o maior artilheiro da história do clube, que atualmente joga na MLS (A liga de futebol dos Estados Unidos), no New York Red Bulls, assinou um contrato de apenas dois meses, durante suas férias nos EUA, para ajudar o Arsenal.
 A equipe londrina, pra variar, vive em meio a contusões e para piorar, a Copa Africana de Nações tirou outros jogadores do plantel de Wenger. 

Imortalizado: Henry possui
uma estátua no
Emirates Stadium
Henry nunca negou ou escondeu que, de todos os times que passou, o Arsenal sempre foi seu favorito, o time de seu coração. O atacante jogou entre 1999 e 2007 na terra da Rainha, quando foi vendido ao Barcelona. Foi segundo colocado no prêmio de melhor jogador do mundo da FIFA em 2003 e 2004, ficando atrás de Zidane e Ronaldinho Gaúcho. 


E os torcedores gunners comemoraram a contratação, mesmo que temporária. Houve quem criticou, houve quem disse que ele só estava ali pra vender camisa. 

O francês, em seu primeiro jogo, entrou aos 23 minutos do segundo tempo, e precisou de apenas 10 minutos e um chute a gol para levar o Arsenal a fase seguinte da Copa da Inglaterra. (A FA Cup é eliminatória, se houvesse um empate, teria um segundo jogo, o chamado replay, caso contrário, não). 
Song lançou para o francês, que ganhando na velocidade de dois zagueiros, dominou na área e tocou no canto de Lonergan. Emocionando todos os torcedores do Arsenal e todos os amantes do futebol.

A vibração nas arquibancadas dos 59.615 presentes, do próprio Henry, e o abraço do atacante no técnico Arsene Wenger foram especiais. O técnico francês disse que o gol do Henry foi como um sonho, algo que você conta as crianças sobre o futebol. E sonho não é algo que o Arsenal tem vivido ultimamente, Henry conseguiu devolver esperança as corações dos gunners. Se ele já era uma lenda, agora tem a possibilidade de ainda pode fazer mais pelo clube. 

The King is back. That's all.





 

Beckham e seus filhos assistindo
mais um jogo pela Inglaterra








Fotos: Facebook do Arsenal, Zimbio e Google.

8 de janeiro de 2012

Real Madrid e Inter goleiam, Barça empata, Milan se mantem na ponta

Rodando pelos principais jogos do fim de semana na Europa...


Itália



Destaque para: Inter de Milão 5x0 Parma
  
El Principe voltou
 El Principe Milito recuperou o bom futebol (mas continua com o mesmo corte de cabelo de gosto duvidoso) e comandou os nerazurro, com dois gols e duas assistências.
 A Inter chegou a quinta posição e diminiuiu a diferença para a Lazio de 5 para apenas 1 ponto.Thiago Motta, Pazzini e Faraoni completaram. Será que dá pra lutar pelo scudetto?







Lazio 0x4 Siena - que vexame Lazio... Tudo bem que o Hernanes não jogou, mas tomar quatro gols? 

Isso mesmo Ibra, vc é o craque


Atalanta 0x2 Milan
A equipe de Milão acabou a invencibilidade em casa do Atalanta e ainda retomou a ponta da tabela do campeonato italiano. Destaque para Ibra e Prince Boateng, que, como sempre, balançaram as redes. 


E aí romanistas, tá desculpado?
Lecce 0x1 Juventus: Matri garantiu a ponta para a Juve e fez o único gol da partida. 


Roma 2x0 Chievo
Francesco Totti, o eterno 10 romanista marcou os dois gols de penalti. O italianíssimo não balançava as redes desde maio e exibiu uma curiosa camisa com os dizeres: "Me desculpem pelo atraso". Cute.






Espanha


Real Madrid 5x1 Granada
Após ganhar de virada e no sufoco do Málaga pela Copa do Rei por 3x2, o Real Madrid mostrou outra postura diante do Granada, em casa, pelo Campeonato Espanhol. Goleou e chegou aos 61 gols nas 17 partidas da La Liga desta temporada. 

O destaque da partida foi o francês Karim Benzema. O atacante marcou duas vezes e passou o eterno Zinedine Zidane em número de gols, 51 contra 49, sendo agora o francês que mais balançou as redes com a camisa merengue. Porém Benzema saiu mancando no início do segundo tempo e virou dúvida para o jogo de volta na próxima terça, contra o Málaga. 

Mesut Ozil também foi importante no jogo, tendo feito 3 assistências. Sérgio Ramos, Higuain e Cristiano Ronaldo também marcaram para o Real e Rico descontou para o Granada.

Real Madrid chegou aos 43 pontos e agora está 5 a frente do Barcelona, confortavel na liderança da La Liga.


Ontem fez cinco anos que o brasileiro Marcelo estreiou com a camisa blanca. Hoje o lateral esquerdo é um dos melhores em sua posição no mundo e o terceiro capitão merengue. 











Espanyol 1x1 Barcelona
O clássico catalão é especial não é a toa. A rivalidade, uma das coisas que torna o futebol tão incrível, realmente diminui as diferenças técnicas. 
Lutando do primeiro ao último segundo com muita garra e contando com a sorte e erros de arbritagem, os rivais do melhor time do mundo conseguiram arrancar pontos do Barcelona. Com Messi e Xavi pouco inspirados, o Barcelona aumentou a diferença para o primeiro colocado do Campeonato Espanhol, o Real Madrid, para 5 pontos.  




Derby de Manchester tem Rooney brilhando, ex-aposentado e vitória vermelha

Emocionantes. Assim podemos definir os últimos confrontos entre os times da cidade de Manchester. A charmosa FA Cup (Copa da Inglaterra), a competição de clubes mais antiga do mundo, acaba sempre colocando grandes adversários frente a frente nas fases iniciais pelo método de sorteios. E nesse domingão United e City se enfrentaram. 
O último confronto, em outubro, acabou com o United sendo goleado, por 6x1, em Old Trafford.  Porém, com sangue nos olhos, os red devils iriam se vingar (não tanto quanto planejaram, mas conseguiram eliminar os citizens). 


A partida de hoje teve direito a Rooney brilhando e beijando o escudo, juiz fazendo lambança, ex-aposentado, e reação no segundo tempo. E assim, o jogo terminou Manchester City 2x3 Manchester United. Os citizens perderam a invencibilidade em casa que já durava mais de um ano.


Enquanto os azuis de Manchester vivem excelente fase e são líderes da Premier League, os adversários vermelhos já viveram tempos melhores. Em meio a uma onda de jogadores se machucando, vindo de duas derrotas seguidas, Rooney fugindo pra jantar com a esposa e até boatos de que o Shrek estaria de partida, os Red Devils foram ao Etihad Stadium (antigo City of Manchester) enfrentar os vizinhos azuis. A bruxa anda tão solta no lado vermelho, que nada mais nada menos que o meio campista, Paul Scholes, 37 anos, que havia se aposentado no fim da temporada passada, em junho, pegou as chuteiras do varal, vestiu e foi para o banco ajudar o United, clube que defende desde 1991.
 A situação do City já foi melhor. Os irmãos Touré se juntaram a Costa do Marfim para disputar a Copa Africana de Nações (Yaya faz muita falta), os atacantes, em excelente fase, Dzeko e Balotelli estavam machucados e Barry suspenso. 


Kompany

 O jogo

Os primeiros minutos mostraram um Manchester City superior. Mas, em seu primeiro ataque no jogo, aos oito minutos, Rooney, após conduzir a bola em velocidade, tocou para Valencia que cruzou para o próprio  atacante cabecear para dentro do gol de Pantilimon (Hart ficou no banco).Três minutos depois, Vicent Kompany levou cartão vermelho direto depois de um desarme em forma de carrinho (que não foi por trás).Para mim nem falta foi, mas Chris Foy expulsou o jogador. 

Com 10 em campo, o United deitou e rolou. Welbeck fez um belo gol, de voleio, o segundo dos vermelhos. Rooney ajudou a marcar, ajudou a criar e marcou o terceiro gol do United após Welbeck sofrer penalti. Shrek bateu e apenas no rebote, de cabeça, colocou a bola dentro do gol dos citizens. O primeiro tempo acabou com os torcedores dos red devils esperançosos da conta chegar até seis, ou sete para se vingarem do vexame sofrido em outubro. 



Eu e Douglas Rocha falavamos no twitter ao fim do primeiro tempo, que para o City melhorar no jogo, era necessário uma mudança de postura que viria de uma bronca no vestiário. Mancini, pra mim, não tinha pinta de um técnico gritador (como Sir Alex Ferguson), então, achei que seria difícil. Mas não. O técnico italiano deve ter falado (ou gritado) algo que deu resultado, pois os Citizens voltaram com uma postura totalmente diferente no segundo tempo. Mancini arrumou a equipe, e logo aos dois minutos, Koralov compensou todos os erros defensivos cometidos na primeira etapa fazendo um gol de falta. 

Ferguson resolveu que Paul Scholes não seria só um enfeite no banco e colocou o meio campista, agora um ex aposentado, em campo no lugar de Nani. Mesmo estando em boa forma física, Scholes sentiu a falta de ritmo e um erro dele, levou a mais um gol do City. Kun Aguero, o genro de Maradona, fez o segundo dos citizens e o derradeiro gol da partida. O tento do argentino foi o sexto em sete jogos do Manchester City em casa.

Os minutos finais foram de Scholes administrando a posse de bola e o meio campo red devil. O inglês jogou cerca de 30 minutos e deu mais passes que todos os jogadores do time adversário, com 97% de acerto.

Definido em sorteio, na próxima fase da Copa da Inglaterra, o Manchester United vai pegar seu maior rival, o Liverpool.


Beckham esteve no estádio com seus três filhos
Fotos: www.zimbio.com